Sentir

Têm sido meses desafiadores e muita ansiedade rolando. Principalmente agora, iniciando essa segunda-feira depois uma semana intensa, devastadora lá fora e no universo interior. E confesso: ainda estou absorvendo tudo ao meu redor.

Encontrar leveza em dias difíceis é quase um objetivo diário em um mundo onde metas não fazem mais tanto sentido assim. Pelo menos por enquanto.

Assim como a neblina dessa manhã nos impede enxergar aquilo que está diante de nós até que se faça luz para o Sol entrar, todo esse caos nos colocou em contato direto o que estava invisível ou passava despercebido aos olhos do mundo e dentro de nós.

E logo eu que julgava tanto o (meu) sentir, percebi sua importância.

A capacidade de sentir um abraço, uma dança no meio da multidão, o toque, uma arte. E ao mesmo tempo, se ver na dor do outro em uma perda, uma saudade, tantas angústias.

Talvez Deus, em sua infinita sabedoria, trouxe em sensibilidade, a audição que me falta bem do lado esquerdo…do coração.

Eu sei que muitas vezes, é dolorido. Mas somos dotados de capacidades transformadoras. Cada um a sua maneira e no seu tempo.
Se tem algo que poderia dizer sem a pretensão de chegar a conclusão alguma, é a minha percepção que o ouvir é um exercício do sentir.

Sentir para tomar consciência, escutar e se aprofundar. Nunca é tarde para ouvir além das suas próprias necessidades, mas as do outro. De nós, como um todo.

Primeiro, sinta. A sua luz.
Então, ilumine o mundo.

Postado por Juliane

30 e poucos anos | Publicitária | Apaixonada por marketing digital, fotografia, culinária, quilling, novas culturas e lugares.

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