Metas

metas - marSempre que começo a seguir um blog, lá vou eu visualizar o primeiro post. Não importa o blog, não é novidade que boa parte deles começa assim, meio sem jeito. E logo um post vai puxando outro e logo tudo ganha naturalidade e vida própria.

Começar esse blog era uma meta de anos atrás que nunca foi bem resolvida. Com as mudanças do último ano, resolvi não pensar muito em como fazer e simplesmente começar.

Os 25 anos soavam como uma idade cabalística para mim. E marcou mesmo um novo capítulo na minha vida, de uma forma que eu não podia imaginar. A astrologia das massas, diz que toda capricorniana gosta de estabilidade e segurança. Isso foi canalizado para a área profissional, na forma de uma busca por estabilidade financeira e expectativa de reconhecimento.

Embora sempre tenha sido apaixonada pela minha profissão uma pergunta permanecia sem resposta: “Qual é a minha vocação?” .Isso pode sugerir tantas coisas né?

Questionamentos, mais vida de agência, uma grande perda naquele ano, emergiu o esgotamento. Mas jogar tudo pro alto não era uma opção – lembra, a meta “estabilidade”? Aí, fiz o que o povo faz em feriado nacional. Fui viajar. O objetivo: ganhar perspectiva, motivada por aquela pergunta.

greys anatomy - perspectiva

Sempre tem uma citação em Grey’s Anatomy que cai como uma luva para qualquer situação.

Depois da viagem, ao invés, dessa ansiedade desenfreada que só serve para você dar murro em ponta de faca, conclui que devia aceitar a situação por pior que fosse e troquei o discurso. De: “Não quero estar aqui”, Para: “Onde eu quero estar”.

Aí você pondera sobre a série de coisas: sou comprometida, trabalho com ótimos profissionais em um ambiente que sempre tem um discurso motivador e, é claro, alguns benefícios (em alguns casos, até a leva a aceitar uma remuneração ‘base’). E não vou negar, valeu a pena até aqui. Até que, você percebe as contradições que foram surgindo ao longo desse período e que em cada momento que você abdica da sua vida pessoal, isso começa a gritar.

Bem, a experiência traz lá alguma sabedoria. E acredito que a principal delas, em minha opinião, é: lidar com pessoas. Não importa a situação, isso é o que vai definir você como pessoa e profissional.

1) Work hard, be nice to people (Trabalhe muito e seja gentil com as pessoas) Você não precisa passar por cima de ninguém para conquistar algo. E com sorte, terá algumas boas pessoas ao seu redor. E você perceberá que elas são conexões que irão te ajudar a sustentar a realização que tanto almeja.

2) What goes around, comes around (O que vai, volta) É autoexplicativa e complemento da outra. A lei da Causa e Efeito está aí e não demora muito para você perceber que além de física é também, e principalmente, moral.

3) Auto Respeito Essa aqui foi determinante para tudo que viria a seguir. Foi com uma história da vida do meu avô, que minha mãe me passou a lição. E depois de um tempo, eu entendi o que era, durante a palestra Alma Quântica de Ken O’Donnell.

Todo mundo um dia na vida sofre, seja pisando no calo de alguém que por algum motivo se sente intimidado por você, ou ainda, em alguma situação, você pode se tornar um para-raio e ouvir o que não merece, só porque aquela pessoa julga ter algum poder sobre você. Aí vem a lição: quando você tem noção do seu valor, você não delega sua paz, seu amor, sua felicidade e realização a ninguém. Não importa o quanto as pessoas ou situações na vida venham te pisotear, elas o farão enxergar além do buraco da fechadura. E quando isso é levado em conta nos relacionamentos no trabalho:

Elogie em público e corrija em particular. Um líder corrige sem ofender e orienta sem humilhar. – Mario Sergio Cortella (A Arte de Liderar)

Na filosofia da Brahma Kumaris, a manutenção do auto respeito é a essência da espiritualidade. Partindo dessa premissa, resolvi aceitar um novo emprego. Tive o tempo necessário para me recompor e obter o equilíbrio necessário para as mudanças que tanto desejava.

Logo veio naturalmente a decisão de um formato não tão convencional de trabalho, para poder me dedicar a projetos que tenham mais a ver com um propósito mais edificante para mim como pessoa (e não só profissional) e para ter maior flexibilidade de horário, e assim dedicar a outras áreas de conhecimento.

Mas exige disciplina. Exige paciência. Exige amor de mãe. Exige tempo. E até o momento foi a decisão mais acertada.

A partir do momento que você se doa, mais você recebe… Tudo começa a conspirar a favor daquilo que você é de verdade e aí o caminho vem. Tudo começa a fazer sentido e você descobre muito mais sobre você para traçar novos rumos.

No fundo, no fundo, vejo que a vocação de cada um, tem pontos em comum: auto respeito e servir (ser útil).

É entender com atitude a nossa missão. Parafraseando, minha mãe: O que interessa, ao longo da nossa vida, é se conseguimos ser úteis ao mundo em que vivemos. Seja através de um trabalho ou de uma atitude (modo de vida). Acredito que somos felizes quando conseguimos contribuir com a felicidade dos outros. As demais variáveis são apenas referências e/ou escolhas.

Muita gente talvez caía em si apenas na meia idade, quando se via insatisfeita com aquilo que criou ao seu redor. Hoje, as coisas mudaram e vemos referências de pessoas que estão revendo cada vez mais cedo suas metas, justamente porque a tendência é ter uma visão mais holística do seu futuro. É por isso que estamos vendo jovens e não tão jovens assim, dando a cara pra bater, largando tudo em busca de seus sonhos.

Só resta se perguntar se você quer esperar seus 40 anos ou começar agora… Quais são suas metas?

Continua…

Posted by June

28 anos | Publicitária | Freelancer | Apaixonada por marketing digital, fotografia, culinária, novas culturas e lugares.

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